Make your own free website on Tripod.com

RESENHA

SAÚDE ESCOLAR: CONTRADIÇÕES E DESAFIOS 

Os autores fazem uma abordagem sobre a importância da saúde escolar. Acredita-se que mesmos com as inviabilidades e fracassos de propostas educacionais, é essencial a permanência da criança na escola, pois ela é o ponto chave para determinar a transformação social. Na escola a questão da saúde pode ter suas ações ampliadas no espaço e com isso ultrapassa a barreira da medicalização dos corpos e mentes. Na escola a saúde aborda aspectos fisiológicos, sociais, os valores, as atitudes, as crenças das pessoas, ou seja uma abordagem bem mais detalhada de vários aspectos. A saúde escolar não deve se tornar propostas amplas e inviáveis deve sim propor ações para a sua promoção. A obra faz um retrocesso ao período colonial, no qual a questão da saúde era voltada apenas para as doenças pestilenciais e de massa, preocupava-se apenas em adotar medidas senadoras para estas doenças. O índice de mortalidade era expressivo e as organizações de saúde eram precárias. Somente com a mudança para Reinado é que se toma providências em relação aos serviços públicos da saúde e adota-se medidas para o controle de doenças. Com estas medidas sucedem-se reformas nos Serviços Sociais do Império. No fim do século XIX é que foi introduzido no Brasil a questão da Saúde Escolar. Propunha-se organizar órgãos públicos para propor ações de higiene escolar. A saúde escolar nesta época tinha como responsabilidade, propor ações, mobilizar, controlar e domesticar as classes populares. Também não se pode deixar de abordar que o ensino era elitista, não havendo interesse pelo ensino elementar. Somente a partir de 1920 é que se propôs renovar o sistema educacional com ações de transformação para o papel do professor, dos métodos e técnicas de ensinar e aprender e da natureza dos programas. O aluno agora deveria ser educado para a vida social, necessário para o industrialismo. A saúde escolar toma procedimentos práticos somente de higiene corporal. É criado o curso de educação sanitário com a missão de organizar a saúde escolar. Observa-se que a carência dos alunos, decorrentes de baixo poder aquisitivo e saneamento precário era responsável pela evasão escolar, porém nenhuma proposta efetiva de melhor atenção a estes alunos foi elaborada e aplicada a fim de sanar tais problemas. A única atribuição que davam ao fracasso escolar era a desnutrição, as verminoses, etc. Com o PROASE, um programa significamente importante, o educando é abordado de forma específico, diferenciado e contraditório, no qual era apontado suas reais necessidades e participação de profissionais que não sejam da área pedagógica, no sentido de trazer colaboração e segurança para os professores e diretores, nas questões relacionada à saúde. Acredita-se que agora, tanto à educação, como a saúde, são indispensáveis para o processo evolutivo de qualquer sociedade. Com isso, escola e profissionais da saúde só ganham com esta integração. Porém temos muitos problemas a solucionar, entre eles, a evasão escolar. O sistema escolar encontra-se impossibilitado de garantir a permanência de todos na escola, com isso, não conseguimos atingir nossos objetivos, por diversos motivos: trabalho infantil, falta de condições sociais, precariedade. Tudo isto interfere no desempenho do educando, focalizando o fracasso escolar. Fracasso este que por muitas vezes não é culpa sua, mas sim da sociedade que quer cada vez mais pessoas tecnizadas. O fracasso escolar possui causas mais orgânicas, devem ser abordados os aspectos sociais, emocionais e intelectuais para diagnosticar e tratar crianças com dificuldades de aprendizagem. Muitas foram as investigações e a maioria delas apontaram causas sociais e familiares para o fracasso escolar. A culpa não é só da criança, é dos professores que não adaptam métodos de ensino e não são preparados para atender estes alunos, das salas numerosas que dificultam um atendimento personalizado, ou seja, uma série de falta de condições para um bom desempenho do aluno. Para ser ter um bom andamento escolar é necessário antes de mais nada, uma grande articulação de vários setores, a fim de definir políticas e estratégias para uma atuação conjunta, uma metodologia interdisciplinar e o envolvimento de toda a comunidade escolar. Com todas estas medidas adotadas, com toda certeza teremos uma educação de qualidade. A obra é bastante crítica e realista, pois abordou todas as questões para se ter uma boa integração entre saúde e educação. Seu estilo foi bem claro, preciso e coerente, pois abordou o tema de forma lógica e sistematizada. Este livro é indicado a todos os profissionais e especialistas em educação e saúde.

Voltar