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JEAN-JACQUES ROUSSEAU

Jean-Jacques Rousseau, pensador francês de origem suíça, nasceu em 12 de junho de 1712, em Genebra, Suíça. Seus 66 anos de existência tiveram uma enorme influencia na educação.

            Rousseau combateu idéias que prevaleceram há muito tempo. Entre elas, a de que a teoria e a prática educacional, junto à criança deviam focalizar os interesses do adulto e da vida adulta. Ele também chamou a atenção para as necessidades da criança e as condições de seu desenvolvimento.

            Como conseqüência, a criança não podia ser mais entendida como um adulto em miniatura. E se a criança era um ser com características próprias, não só as suas idéias e seus interesses tinham de ser diferentes dos adultos, também o relacionamento rígido mantido pelos adultos em relação à elas precisava ser modificado, pois cada criança, tem suas capacidades, maneiras de ver, pensar e sentir próprias da idade.

            Com suas idéias, Rousseau desmentiu a idéia de que a educação é um processo pelo qual a criança passa a adquirir conhecimentos, hábitos e atitudes armazenados pela civilização, sem qualquer modificação. Cada fase da vida: infância, adolescência, juventude e maturidade foi concebida como portadora de características próprias, respeitando a individualidade de cada um. Suas obras de grande repercussão foram: EMILIO e O CONTRATO SOCIAL, que influenciaram o mundo inteiro. No EMILIO, ele destaca que o adulto, sabendo quais são os pensamentos, os sentimentos os interesses das crianças, não irá impor os seus.

            Para compreender a infância, o homem precisa olhar a vida com simplicidade, enquanto que o mundo físico é egoísta e cheio de conflitos. Os males sociais e a educação oferecida aos jovens são os responsáveis por esses conflitos. Para Rousseau o indivíduo não deve ser sacrificado pelos caprichos da sociedade.

Através do livro “O CONTRATO SOCIAL”, no qual ele expunha a idéia de que o povo é da única origem da soberania e das leis, ele influenciou a Revolução Francesa e o Liberalismo democrático, com suas teorias sociais ali expostas. Relacionou-se com Diderot, Voltaire, Grimm, D’Alembert, Holbach e Madame d’Epinay, sendo admitido como um contribuinte da Encyclopedie, a bíblia do iluminismo.

            Embora as fases de desenvolvimento já tivessem sido apontadas por outros pensadores, foi Rousseau quem mostrou a importância delas na educação. A primeira fase, até os cinco anos, era uma fase animal, com o aparecimento do primeiro sentimento de si mesmo. Aos doze anos o indivíduo torna-se consciente de si mesmo, é o momento da vida em que o racional desperta, sendo um ser isolado, a criança não desfruta ainda da vida moral. E na fase seguinte, da puberdade, o sexo é visto por Rousseau como o fator mais importante da vida do indivíduo. Com o surgimento dos mais altos sentimentos, a vida moral evolui naturalmente.

            Se cada fase da vida tem a sua existência própria, a educação inicial não mais poderia ser considerada uma preparação à vida. Ele lembrou às mães a importância da amamentação, e disse que não se deveria moldar o espírito das crianças de acordo com um modelo estabelecido.

            Rousseau propôs a criança, primeiro o brinquedo e esportes. Na agricultura, a criança aprende a usar a pá e os instrumentos de outros ofícios. Através destas atividades, a criança estaria medindo, contando, pensando e comparando. Além destas tarefas, a linguagem, o canto, a aritmética e a geometria seriam desenvolvidos com atividades relacionadas com a vida. 

           Rousseau morreu de repente, em Ermenonville, no dia 2 de julho de 1778.

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