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MARIA MONTESSORI

            Nasceu na Itália em 1870 e tornou – se a primeira médica fisioterapeuta do país, além de ser educadora. Desenvolveu um sistema educacional e materiais didáticos que despertassem interesse espontaneamente na criança, produzindo uma concentração natural das tarefas, cujo objetivo era não cansar e não aborrecer a criança. O que dava originalidade ao método, é que as crianças ficavam livres para se movimentarem dentro da sala de aula, utilizando um conjunto de materiais em um ambiente auto – educativo, multi – sensorial  e de manipulação destes materiais aprendendo a linguagem, matemática, ciências e prática da vida. Enfatiza o aprendizado da leitura e da escrita mais cedo, com crianças antes da idade de 5 anos. Agrupam – se crianças de faixa etária diferentes, com diferença de até três anos. O professor tem o papel de observador e catalisador. O aprendizado auto – motivado é individualizado, é a essência do método, que procura desenvolver a disciplina e a auto confiança.

            Montessori desenvolveu  alguns materiais para trabalhar diversos aspectos cognitivos na criança, dentre eles destacam – se o material dourado, o alfabeto móvel, alfabeto e números escritos com lixas, etc.

ü      Material dourado: é um material pedagógico confeccionado em madeira e baseia – se em regras do nosso sistema de numeração. É composto de cubos, placas, barras e cubinhos. O cubo é formado por 10 placas, a placa é formada  por 10 cubinhos.

Cubo: 1 milhar

Placa: 1 centena

Barra: 1 dezena

Cubinho: 1 unidade

            A concentração : em uma escola Montessoriana, a concentração é muito trabalhada. Toda tarefa é precedida de uma preparação. Ao completar o trabalho, a criança se solta satisfeita com a sua concentração, iniciando assim, um processo socializador.

            A livre escolha: para a criança, a livre escolha é fundamental  para que haja concentração e para que a atividade seja  formadora e imaginativa. É importante ressaltar que essa escolha se dá com ordem e disciplina e a criança só é autorizada a escolher o trabalho ou o exercício que irá fazer.

            O silêncio: o silêncio é muito importante numa escola montessoriana. Os efeitos do ruído são muito perniciosos para a concentração. A criança fala quando seu trabalho exige. A professora pede, de vez em quando, ao organizar um jogo de perguntas e respostas, mas não é necessário falar muito alto.

            As mãos e os pés: para Montessori, a criança pequena conquista o mundo com suas mãos. A não utilização destas traz prejuízos à pessoa e à cultura. Assim como as mãos, o desenvolvimento dos pés e o equilíbrio são de extrema importância, pois os pés leva o homem o homem a múltiplos caminhos.

            A matemática: a mente humana para Montessori, é uma mente matemática. Os materiais montessorianos permitem que a criança conheça as formas básicas, da mesma maneira que possibilitam o estabelecimento  de relações de graduações e proporções. O aluno é introduzido no sistema decimal através de barras coloridas.

 

LINHA DO TEMPO DE MARIA MONTESSORI

 ü      Nasceu em 30 de agosto de 1870, na Itália;

ü      Foi a primeira mulher médica italiana;

ü      Estudou as crianças com deficiências psíquicas;

ü      Criou, em 1907, a primeira “Casa dei Bambini”, para crianças normais, inovando em tudo os aspectos pedagógicos;

ü      Escreveu muitos livros;

ü      Criou um método de ensino que abrange, hoje, da gestante, até ao bebê, à criança, ao adolescente, e ao professor especializado;

ü      Desenvolveu uma filosofia de auto – educação através da cultura, da responsabilidade e da libertação das potencialidades profundas do ser;

ü      Utilizou materiais concretos para representar conceitos abstratos;

ü      Lutou para uma nova concepção para infância, participando da elaboração do documento sobre os Direitos da Criança;

ü      Sofreu perseguições pelo caráter democrático de sua obra, tendo que mudar – se muitas vezes;

ü      Disse sempre que a metodologia  que leva seu nome não estava concluída e que sua estrutura sempre permitiria adequações à cultura e à sociedade diversa;

ü      Acreditou na universalidade do homem e na sua capacidade inata do ser bom e digno;

ü       Responsabilizou a família, a escola e a sociedade pelo futuro do ser e da humanidade.


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